quarta-feira, setembro 24, 2008

Bolsa Família sustenta novo voto de cabresto no Nordeste

Como se ninguém soubesse disso! Mesmo assim........

Principal programa social do país, o Bolsa Família tem sido utilizado nesta campanha municipal como uma nova modalidade de cabresto eleitoral, informa nesta quarta-feira reportagem de Eduardo Scolese, publicada pela Folha.
Candidatos a prefeito e a vereador usam o programa federal de transferência de renda tanto para agradar o eleitor, oferecendo a ele um cartão de beneficiário em troca do voto, como para ameaçá-lo caso vote em algum candidato da oposição.
Nas últimas três semanas, a Folha encontrou casos de uso eleitoral do programa no interior de Ceará e Piauí e ouviu denúncias informais em Paraíba, Bahia e Rio Grande do Norte. Promotores dizem que o principal obstáculo à fiscalização é o medo dos eleitores de serem perseguidos após a denúncia.
As eleições deste ano são, na prática, a primeira grande experiência municipal do uso do Bolsa Família para arregimentar votos. Neste ano, o governo reajustou em 8% o valor do benefício, anunciou um programa de qualificação de profissionais específico aos beneficiários e estendeu o benefício a jovens de 16 e 17 anos --iniciativas tidas como eleitoreiras pela oposição.

Pré-conceito

Achei esse pequeno texto na net (não lembro onde) e achei muito interessante o modo em que foi abordado o assunto.

"As mulheres submissas, essas sortudas, têm uma vida muito mais fácil. Já na escola, seu instinto as leva diretamente aos meninos mais machistas e mais canalhas, que terão todo o prazer em tratá-las como os capachos que adoram ser. Em pouco tempo, estarão casadas e embuchadas, limpando a casa e cuidando dos filhos enquanto o maridão faz a festa com as vagabundas da vizinhança. E, aos fins-de-semana, ainda vão preparar churrasco pros amigos dele, limpar tudo depois e ainda suspirar com o tesão de uma mulher completamente realizada quando ele lhes der um tapa na bunda (...) Ou seja, não é que não existem mulheres submissas. É que, ao invés de reconhecermos o seu fetiche, as chamamos simplesmente de “mulheres à moda antiga”."

terça-feira, setembro 23, 2008

Limites da legalidade

"Não é preciso apontar os graves malefícios causados pela corrupção ao país. Despiciendo afirmar que todos nós desejamos impedir sua progressão e ver punidos os responsáveis. Tais objetivos não constituem privilégio de uns poucos, que se sentem detentores exclusivos das virtudes universais e enxergam os demais como criminosos -pelo menos, potenciais. No entanto, combatê-la não é um fim que possa justificar a utilização de meios ilegais. Há outros valores que devem ser preservados, ligados à dignidade humana e à própria democracia. Ultrapassar os limites da legalidade é tão grave para a cidadania quanto a impunidade."
Antônio Claudio Mariz de Oliveira, em artigo no jornal Folha de S.Paulo de hoje

quinta-feira, setembro 18, 2008

Bezerra de Menezes

Quem ainda não viu está perdendo uma ótima chance de conhecer a história de mais um “herói” nacional.
O filme “Bezerra de Menezes, o diário de um espírito”, conta a história do médico que se tornou ícone da comunidade espírita por dedicar sua vida a causas humanitárias. O médico é vivido por Carlos Vereza.
O filme é bem monótono em relação aos filmes “hollywoodianos”, é uma espécie de documentário, mas a mensagem contida nele é indescritível. Dentre as várias passagens do filme existe uma que particularmente me encantou, ele fala sobre medicina, mas com certeza essas palavras servem para as mais diversas profissões.
“O médico verdadeiro não tem o direito de acabar a refeição, de escolher a hora, de inquirir se é longe ou perto. O que não atende por estar com visitas, por ter trabalhado muito e achar-se fatigado, ou por ser alta noite, mau o caminho ou tempo, ficar longe, ou no morro; o que sobretudo pede um carro a quem não tem como pagar a receita, ou diz a quem chora à porta que procure outro. Esse não é médico, é negociante de medicina, que trabalha para recolher capital e juros dos gastos da formatura”

quarta-feira, setembro 17, 2008

Ótima notícia

Nem só de roubalheira vive esse governo.

O Brasil vai começar a produzir o anti-retroviral Efavirenz no primeiro semestre do ano que vem. A Fundação Oswaldo Cruz protocolou hoje na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) o pedido do registro da versão genérica do medicamento, cuja patente foi quebrada em maio de 2007. A expectativa é de que o Programa Nacional de DST-Aids incorpore a versão nacional do remédio tão logo os primeiros lotes estejam disponíveis.
"Esta é uma resposta para comentários de que o Brasil não tinha condições de produzir o remédio", afirmou o ministro da Saúde, José Gomes Temporão. A fabricação do Efavirenz pela Fiocruz estava prevista para meados deste ano, mas problemas no preparo da matéria-prima provocaram um atraso no cronograma. Na semana passada, com a aprovação de testes de biodisponibilidade e bioequivalência - essenciais para a fabricação do genérico -, o processo para o registro do medicamento foi iniciado.
Agora, a agilidade vai depender da análise de pedido de registro, sob responsabilidade da Anvisa. Como é de interesse público, o processo terá prioridade na avaliação. Os estoques do genérico indiano do Efavirenz duram até meados de 2009. A idéia é que, terminado o estoque, a Fiocruz possa abastecer toda a demanda nacional.
Temporão ainda não fala de preços. Porém, ele afirma que o genérico do Efavirenz terá um custo "competitivo" com o medicamento que hoje é importado da Índia. O preço do medicamento da Fiocruz, disse o ministro, será infinitamente menor do que o remédio de marca, produzido pela Merck.
Fonte: IG

quarta-feira, setembro 10, 2008

Abaixo a novela Low-Tech!

Como bom brasileiro, também dou aquela "olhadinha" nas tão populares novelas. Lendo a revista INFOexame deste mês, a coluna de Dagomir Marquezi discutia “Por que o principal produto da TV brasileira esquece a tecnologia”. Eu nunca havia reparado, mas não é que ele está certo. Leia alguns trechos do texto:

Uma das coisas esquisitas que percebo nos novelões atuais é a desatualização tecnológica. Os personagens vivem no presente, usam carros atuais em ruas contemporâneas. Mas, em matéria de comunicação, usam, no máximo, um celular. E apenas conversam por meio dele. Enviar um torpedo seria avançado demais.

Personagens de novela não usam internet. Jamais usariam o Messenger. Eu vejo várias possibilidades para escrever uma novela. Imagine o potencial trágico de um torpedo mandado pra pessoa errada? Está na hora de inventar clichês, algumas coisas como: “Você andou me vigiando pelo GPS de novo, mamãe!?”, ou então, “Rodolfo, eu não lhe dirijo mais a palavra enquanto você não tirar aquela secretária descarada do seu Orkut!”.

Não seria legal????

segunda-feira, setembro 08, 2008

O Brasil que queremos ser.

A revista Veja reuniu 500 personalidades da política, da economia e da cultura para pensar o país no seminário “O Brasil que queremos ser”. O debate deu origem a várias idéias, leia alguma delas:
  • CRIAÇÃO DE CURRÍCULOS OBRIGATÓRIOS PARA A EDUCAÇÃO BÁSICA
Um ponto em comum entre os dez países de maior sucesso educacional, social e material do mundo é a existência de um currículo obrigatório na educação básica. Sem um currículo com metas acadêmicas bem definidas, nenhum país progride. Na maior parte do brasil não há esse currículo.
  • INVESTIMENTO NA FORMAÇÃO DOS PROFESSORES E DE QUEM FORMA OS PROFESSORES
A cadeia do ensino tradicional tem alunos, professores, diretores e pedagogos. Falta uma categoria: a dos profissionais que ensinam os professores como ensinar. Apenas 20% das disciplinas nas faculdades de pedagogia se dedicam às metodologias de ensino.
  • DOBRAR O SANEAMENTO BÁSICO EM DEZ ANOS
Menos de 50% dos domicílios brasileiros são ligados à rede de esgotos. Destes, apenas 35% recebem tratamento. O restante é despejado diretamente em rios, córregos e lagos. O Brasil ainda é africano nessa área.
  • APLICAR A LEI DE RESPONSABILIDADE FISCAL AO GOVERNO FEDERAL
Essa lei revolucionou o controle de contas públicas. Com ela, os estados e municípios foram obrigados a reduzir sua necessidade de financiamento em 20% desde 2001. Imune a ela, a União fez o movimento inverso e aumentou seu déficit em 79% no mesmo período.
  • POUPAR OS DÓLARES DO PETRÓLEO
A humanidade vai um dia encontrar um substituto para esse líquido escuro e pegajoso. Enquanto isso não ocorre, é curcial utilizar a reservas com sabedoria. Se todo o potencial dos depósitos de petróleo na chamada camada pré-sal do litoral brasileiro for confirmado, o Brasil pode vir a se transformar em um grande exportador de petróleo. O que fazer com os dólares obtidos? A opção mais racional é o depósito dos lucros do petróleo em um fundo externo, gastando-se apenas parte dos rendimentos. Isso preservaria a riqueza para as gerações futuras e impediria pressões cambiais e inflacionárias desestabilizadoras.
  • ACABAR COM A LEI DE IMPRENSA
A lei de imprensa foi aprovada em plena ditadura militar. Seu objetivo era intimidar jornalistas e os meios de comunicãção. Numa democracia, uma lei desta não faz sentido. Há dispositivos suficientes na Constituição e nos códigos Civil e Penal para coibir abusos nos jornais e revistas. Isso daria segurança jurídica aos jornalistas e às empresas que mantêm um dos pilares da democracia: a liberdade de informação.
  • INSERIR OS POBRES NO MERCADO DE TRABALHO
A melhor coisa que programas assistencialistas podem fazer por um miserável é transformá-lo num trabalhador capaz de prover as próprias necessidades. Dar qualificação a quem nunca a teve, ou criar programas de microcrédito, que transformam excluídos em pequenos empreendedores, é mais que um paliativo. É uma cura real da pobreza.
  • SUPERPREFEITOS PARA AS REGIÕES METROPOLITANAS
Os prefeitos das cidades que fazem parte de uma regiâo metropolitana são como condôminos que jamais se reúnem para discutir os problemas do prédio onde moram. São Paulo é um exemplo dramático. a prefeitura não consegue limpar o Tietê porque Guarulhos não tem rede de esgoto tratado e despeja imundície no rio. Um superprefeito seria como um sindíco eficiente. Com perfil técnico, poderia coordenar o uso da água, o saneamento, o destino do lixo, a unificação entre os transporte entre as cidades.

Um mestre, dois mundos

A tarefa do dia é escrever uma mensagem dirigida a crianças da mesma idade de uma escola particular. Enquanto alguns detalham a rotina em classe, outros contam sobre o almoce e sugerem um encontro no futuro, a professora anota as idéias num papel. Após a aula na periferia, a professora assume o posto de professora assistente na escola particular. Sua idéia é que as crianças se correspondam frequentemente.

A professora Débora figura na lista dos professores que transitam nessas duas realidades distintas na educação do país. Com a garotada aprendeu várias lições. A mais óbvia foi perceber que, em determinadas situações, teria de agir de forma diferenciada em cada escola. Certa vez, convocou a mãe de um aluno bagunceiro para relatar os problemas que estava tendo. No dia seguinte soube que o menino de nove anos havia levado uma surra em casa por causa da queixa.

Na prática, a presença de um professor capacitado parece não ser suficiente para garantir o aprendizado.

Além das notórias carências de infra-estrutura da rede pública, o contexto familiar é um fator decisivo na evolução de uma criança ou de um adolescente.

Nos colégios particulares, quando os alunos têm dificuldades os pais contratam professores particulares ou psicólogos. Outra diferença é a expectativa em relação ao estudo, existem crianças que tem que cuidar de irmãos menores e limpar a casa, não há tempo para fazer as lições de casa ou estudar para prova. Alguns querem apenas cumprir esta etapa para arrumar emprego.
Uma coisa é fato entre esses alunos que decidem estudar e obtêm sucesso: Por trás de um bom aluno existem pais atentos e preocupados.

Trechos retirados da Veja SP - Por Fabio Brisolla

sexta-feira, setembro 05, 2008

Doença impossível

Esse é o tipo de coisa que motiva a lentidão da justiça. Veja o que o cidadão alegou em seu pedido. Merece um cacete bem dado...rs

Ajudante sustenta, em ação, que pegou fimose no trabalho

Os trabalhadores podem desenvolver diversas doenças ocupacionais. No entanto, ninguém em sã consciência incluiria nessa lista a fimose. Entre os que acham a hipótese absurda está o juiz Platon Teixeira de Azevedo Neto, da 8ª Vara do Trabalho de Goiânia. Ele rejeitou a ação de um trabalhador que pediu indenização por ter sido “acometido de fimose, doença que se agravou pelo peso que o funcionário carregava diariamente no trabalho”.
O juiz lembrou que “é evidente que fimose não tem qualquer relação com o trabalho, jamais podendo ser caracterizada como doença ocupacional”. E explicou porque é impossível caracterizá-la como doença ocupacional: “Sabe-se que fimose é a dificuldade ou mesmo a impossibilidade de expor a glande do pênis em razão de o prepúcio ter um anel muito estreito. Como ninguém deve deixar o pênis exposto no trabalho, não pode haver relação entre o citado membro e o labor desempenhado na empresa. Aliás, chega às raias do absurdo a alegação do reclamante”.
Azevedo Neto também ironizou: é preciso muita coragem para ajuizar uma ação desse tipo. “Impossível alegar que o problema no membro atingido pudesse provocar perda ou redução da capacidade para o trabalho, já que o ‘dito cujo’ não deve ser usado no ambiente de trabalho”, explica.
Além de ignorar medicina, o advogado do ajudante desliza no português. Ele afirma que o trabalhador ficou como “broblemas (sic) nas articulações dos joelhos e, não sendo recomendável o retorno ao emprego, que lhe seja garantida uma indenização”. Diz também que não foram demonstradas diferenças salariais por “reposisão (sic) salarial”, ou seja, “por exercer funsão (sic) superior a espesifica (sic) no contrato”.
O juiz confessa que quis multar o trabalhador por litigância de má-fé, mas desistiu. “Embora beire às raias do absurdo a alegação autoral, entendo que condenar o reclamante em litigância de má-fé somente aumentaria ainda mais o seu desespero. Apenas uma pessoa com muita necessidade poderia recorrer à Justiça alegando que a fimose foi agravada no trabalho.” Apesar disso, ele teve que pagar R$ 106,98, que foi calculado sobre o valor da causa de R$ 5.349.
Não acredita? Leia a decisão do magistrado clicando aqui.

segunda-feira, setembro 01, 2008

QUE DEMOCRACIA É ESTA ?

Diretas já! O grito de ordem do sonho democrático foi dado em 1984, mas será que estamos respirando a verdadeira democracia?
Quando vemos a quantidade de "medidas provisórias" editadas ou, melhor dizendo, ditadas pelo governo federal, temos a impressão de que o nosso sistema democrático é uma fraude.
Que democracia é esta em que as leis são feitas pelo executivo e não pelo legislativo? - Deputados e Senadores foram eleitos para representar o povo e uma de suas funções, talvez a primeira, é legislar, mas o que vemos é um congresso submisso que ali está apenas para legitimar as imposições, muitas vezes corporativas, do governo federal. Até quando teremos de assistir aos abusivos aumentos de impostos para suprir a ganância de altos e cargos improdutivos e desnecessários? No congresso tudo é aprovado desde que haja vantagens corporativas para o seu grupo.
O presidente chegou a dizer que os parlamentares não votam as leis importantes e de interesse do país para fazer oposição, mas na verdade ele mesmo mantém a pauta trancada com as tais "medidas provisórias" que acabam virando leis definitivas. É o legislativo deixando de legislar para apenas referendar as leis impostas pelo executivo.
Enquanto isto as atenções dos eleitores ficam voltadas para o teatro das CPIs que nunca dão em nada.
Nossos políticos são realmente muito criativos. Reinventaram a ditadura através da democracia. É o jeitinho brasileiro de governar pelo povo e para o povo. As tais "medidas provisórias" nos fazem relembrar os famosos AIs - Atos Intitucionais do tempo da ditadura. Não sei se é saudosismo ou vingança do nosso presidente, mas talvez fosse melhor mudar logo o nome? Em vez de se chamar "medida provisória" passaria a ser Ato Institucional. É mais verdadeiro!
Nicéas Romeo Zanchett