sábado, outubro 25, 2008

O que você já fez por eles?

Reclamamos tanto que os governantes brasileiros nada fazem para melhorar efetivamente a saúde, o transporte, a segurança, etc..

Não que eu e você estejamos errados em reclamar, afinal, falta muito para sermos tratados como a nossa Constituição Federal nos assegura.

Porém, em uma análise autocrítica, o que nós andamos fazendo para facilitar a vida dos deficientes físicos e/ou visuais?

Os governos podem melhorar a vida de todos, porém, em alguns casos, somos nós que deixamos de fazer nossa parte.

· O restaurante que você freqüenta tem cardápio em braile?
· O prédio que você mora tem guia para deficiente visual?
· A academia que você se exercita tem rampas de acesso para cadeirantes?
· A sua calçada está isenta de buracos ou desníveis?
· Você deixa de estacionar na vaga destinada aos deficientes?
· A academia de natação do seu filho adaptou os banheiros aos deficientes físicos?

Esses são alguns exemplos. Com certeza se fizéssemos nossa parte, melhoraríamos e muito a vida dessas pessoas. E isso só depende de nós. Não culpemos o governo pela nossa omissão.

terça-feira, outubro 21, 2008

Sem tempo

Tenho andado sem tempo e disposição para atualizar o blog, por isso deixo uma frase do livro que meu amigo Tom emprestou e estou lendo atualmente.

"Se você e eu demonstrarmos que a paz é mais satisfatória que a guerra, a consciência coletiva se modificará". Deepak Chopra

segunda-feira, outubro 13, 2008

A arte de escrever

Ler é indiscutivelmente muito importante, mas Arthur Schopenhauer já afirmava que “ler é sempre recomendável, mas ler demais pode não ser tão benéfico, porque limita o pensamento próprio”. De certa maneira ele tem razão, principalmente quando analisamos quem tem o mundo virtual a seu dispor, e usa indiscriminadamente o Ctrl+C (copiar) e Ctrl+V (colar). Não somos incentivados a pensar, mas apresentar pensamentos de terceiros, gerando escassez de ineditismo. Nas faculdades, é desprezada a leitura de antigas fontes de conhecimento. As avaliações - grande parte - são oferecidas em forma de várias alternativas, quando não em Verdadeiro ou Falso e , em boa parte das vezes, pela praticidade de correção dos avaliadores. Na minha faculdade, li muito código jurídico e pouco sobre suas interpretações, às vezes interpretações que perduram por séculos. Para formação de produtores de bons textos, precisamos de bastante leitores e "muuuuuitoooooos" escritores (pensadores) com idéias próprias.

"Quando lemos, estamos repetindo o que outra pessoa produziu, e o processo estabelecido não é o de inteligência, é de reconhecimento do texto. Passemos todos, pois, criar... ler bem, é verdade, mas ler o suficiente para nos aprimorarmos, sem, contudo, perdermos nossa essência". Arthur Schopenhauer

sexta-feira, outubro 10, 2008

Dia das Crianças

Hoje fui comprar o brinquedo dos meus dois sobrinhos. Que loucura! Doideira total! Muita gente na loja. E ainda falam que a galera anda sem grana...rs

Infelizmente não consegui achar o jogo que desejava comprar ao meu sobrinho e acabei comprando um boneco para sua já ENORMEEEE coleção (ele adora brincar de luta com os bonecos). Para minha sobrinha não foi diferente, fui buscar uma boneca que havia visto na net, mas decepcionou quando a vi ao vivo e em cores. Trouxe um dos bonecos da série Cocoricó da TV Cultura, comprei o "chefe da turma" o boneco Julio.

Comecei esse texto pra dizer que na verdade eu sei que eles preferem mesmo é brincar na areia da praia, na fonte do sapo, castelinho do Rebouças, etc.... Criança gosta é de bagunça, nós adultos que os estragamos com esse mundo de brinquedos, na maioria das vezes, sem sentido.

"As crianças desadoram os brinquedos que dizem tudo, preferindo os toscos nos quais a imaginação colabora. Entre um polichinelo e um sabugo acabam conservando o sabugo. É que este ora é um homem, ora uma mulher, ora é carro, ora é boi - e o polichinelo é sempre um raio de polichinelo."

Monteiro Lobato

quarta-feira, outubro 08, 2008

Bob Marley: além da Maconha e do Reggae

"Difícil não é lutar por aquilo que se quer, e sim desistir daquilo que se mais ama.Eu desisti. Mas não pense que foi por não ter coragem de lutar, e sim por não ter mais condições de sofrer" Bob Marley
Para muitos, Bob Marley é apenas sinônimo de maconha. O que muitos não sabem é que, por trás dos sons amaciantes das canções de Reggae, há palavras de igualdade, liberdade, gritos de paz e um eterno inconformismo com as injustiças que vivemos, principalmente as relacionadas ao preconceito racial.

Jamaicano pobre, filho de pai branco e mãe preta, a vida de Bob Marley é repleta de altos e baixos: atentado contra a sua vida, envolvimento com a política local da Jamaica, o sucesso internacional e, por fim, a luta contra um câncer que lhe custou a vida.

Veja a biografia completa no link: http://pt.wikipedia.org/wiki/Bob_Marley

Por seu carisma, sua eterna busca pela divulgação da paz e do amor, Bob é considerado por alguns um dos maiores profetas do nosso tempo. Lógico que há quem diga que ele não passou um de um cantor comum que fazia apologia à maconha. Para os que pensam assim, sugiro explorar um pouco mais das dezenas de álbuns que o cantor lançou antes de sua morte aos 36 anos, bem como sua história de vida a sua luta pela igualdade.

E para começar esse estudo, sugiro ler a tradução da música “Redemption song”, considerada por muitos a sua obra prima.

Canções De Redenção

Velhos piratas, sim, eles me roubaram;
Me venderam para navios mercantes,
Minutos depois de eles terem me tirado
da "lagoa profunda" (poço sem fundo)
mas minha mão foi fortalecida
pelas mãos do todo poderoso,
nós avançamos nessa geração triunfantemente

Tudo o que eu sempre tive foram canções de liberdade,
voce não irá ajudar-me a cantar essas
canções de liberdade?, porque tudo o que eu
sempre tive foram canções de liberdade,
canções de redenção.

Liberte-se da escravidão mental
ninguém
além de você pode libertar sua mente,
não
tenha medo da energia atômica,
porque eles
não podem parar o tempo,
por quanto tempo
vão matar nossos profetas,
enquanto nós
permaneceremos de lado olhando.
Sim, alguns dizem que é apenas uma parte
nós temos que cumprir o livro.

Você não ira ajudar-me acantar essas canções
de liberdade?, porque tudo o que eu sempre
tive foram canções de redenção.Tudo o que
eu sempre tive foram canções de redenção
essas canções de liberdade, canções de
liberdade.

quarta-feira, outubro 01, 2008

Agente Secreto de Deus

Se o livro é bom eu ainda não sei, mas, que tem um bom enredo, isso tem.

Qualquer cristão com um mínimo de formação religiosa é capaz de fazer um breve resumo da carreira do Diabo: originalmente um anjo poderoso, ele teria se rebelado contra Deus no princípio dos tempos, induzido Adão e Eva a cometer o chamado pecado original e, ainda hoje, estaria pronto a induzir a humanidade a fazer o mal, manipulando tudo e todos nos bastidores. O problema, afirma um livro que acaba de chegar ao Brasil, é que essa trama básica não estaria em lugar nenhum da Bíblia, mas teria sido montada por teólogos cristãos dos séculos 3 e 4, responsáveis por uma leitura um bocado criativa das Escrituras. Segundo essa visão, o Satanás bíblico não seria um rebelde contra Deus, mas uma espécie de "agente secreto" ou "chefe do FBI" divino, responsável por testar a lealdade dos seres humanos.
A tese polêmica está em "Satã - uma biografia" (Editora Globo), escrito por Henry Ansgar Kelly, professor emérito da Universidade da Califórnia em Los Angeles e autor de outros livros sobre a figura literária do Demônio. Kelly vai além da maioria dos outros estudiosos modernos da Bíblia, os quais, como ele, afirmam que as poucas aparições de Satanás no Antigo Testamento se referem a uma figura que é subordinada a Deus, e não inimiga do Criador. Para Kelly, no entanto, a situação não muda substancialmente nas menções ao Maligno no Novo Testamento.

Vida Profissional

A separação entre a vida pessoal e a profissional dizem os especialistas que é utópica. Justamente por isso, há pessoas que, ao obter sucesso na carreira, se revestem daquele personagem no dia-a-dia, no convívio com a família e os amigos e, como consequência, se transformam em alguém irreconhecível.
"As pessoas acabam adotando o nome da empresa como seu sobrenome, porque não distinguem o pessoal do profissional. Elas trabalham em grandes empresas, têm um motorista particular, viajam o mundo, mudam seu padrão de vida. A fama sobe à cabeça", conta o coach e autor do livro "Executivo, o super-homem solitário", Emerson Ciociorowski.
Entretanto, esses profissionais esquecem que estão sujeitos a mudanças bruscas, como a falência da empresa ou a demissão. Para se ter uma idéia, nos Estados Unidos, a vida útil de um CEO (sigla em inglês para diretor executivo) varia entre um ano e meio e dois anos. É só parar para pensar: quantos executivos de grandes empresas já caíram em meio à crise subprime? Muitas vezes, eles são culpados pela má performance da organização, o que dificulta a contratação por outra empresa."Quando a mudança acontece, essas pessoas sofrem muito. Justamente por conta da vaidade, elas não cultivam seu networking - na realidade, devem ter perdido muitos amigos por conta de seu comportamento - nem procuram um plano B. Assim, um dia elas reinam e, no dia seguinte, não são ninguém", garante Ciociorowski.
Não misture as coisas. Para o consultor organizacional Milton Nonaka, é essencial aprender a diferenciar o que é fruto do trabalho individual e do trabalho de toda uma equipe. "Uma coisa é ter por trás de você uma marca crível e famosa, uma empresa estruturada e funcionários talentosos. Outra coisa é fazer tudo sozinho. É preciso tomar cuidado, pois o sucesso pode não passar de 15 minutos de fama.
E, quando o vaidoso perde o crachá e o poder, perde tudo". Ciociorowski finaliza lembrando que a identidade da pessoa é muito mais importante do que sua identidade profissional. "Somos muito mais do que a somatória de todos os papéis que cumprimos na vida. O papel que cumprimos enquanto profissionais é só um deles.
O ser humano em si é muito mais rico, complexo e importante".
Fonte: Infomoney