sábado, fevereiro 28, 2009

Lei do Silêncio


(Essa foi ótima)

Um juiz de Colorado nos Estados Unidos, inovou em sua sentença aplicando uma pena alternativa, ao invés de fazer o infrator pagar uma multa.

O caso foi o seguinte: Um morador escutava rap com o som nas alturas e infringiu a Lei do Silêncio. Chamada a polícia local o jovem foi autuado e teve que comparecer a presença do magistrado. O juiz além de lhe dar aquele sermão, foi cruel e obrigou o jovem a escutar a música do desenho “Barney, o dinossauro”. Quem já ouviu essa música sabe que ela é tortura pura, tanto é, que ela é usada na base de Guantánamo em adolescentes suspeitos de terrorismo.

O juiz Paul Sacco explica sua sentença “Quando uma pessoa que ficou tocando rap no mais alto volume é obrigada a sentar e escutar a música do “Barney, o dinossauro”... é uma punição horrível”. Durante o cumprimento da pena não é permitido que o “delinqüente” coma, beba ou leia. “É para aproveitar melhor a música”, diz o juiz.
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Achei ótima essa idéia. Aqui no Brasil, quando alguém desobedecesse à lei do silêncio, deveria ter uma pena aplicada mais ou menos assim:

Ouvir rap ou rock em alto volume - Pena: 3 horas de música sertaneja
Ouvir sertanejo ou pop em alto volume - Pena: 3 horas de pagode
Ouvir reggae ou jazz em alto volume - Pena: 3 horas de axé

E tudo vice-versa...

Provavelmente é uma boa lição pra quem não respeita as regras mínimas da boa vizinhança. Aplausos ao juiz que ao invés de incriminar o jovem, tentou lhe educar.

quinta-feira, fevereiro 26, 2009

A Internet está nos deixando burros?

Em artigo de Ivolethe Duarte e Nara Damante publicado na revista “Ser Medico”, foi abordado se a navegação rápida na internet por meio dos buscadores, principalmente o da GOOGLE, estaria alterando o funcionamento do cérebro humano, por não deixar as informações adquiridas pelo uso dessas ferramentas fixarem um raciocínio complexo. Leia um resumo do texto abaixo.
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Gary Small, neurocientista, afirma que “a maleabilidade é própria da dinâmica do cérebro humano no processo evolutivo”.

O psiquiatra Jorge Alberto da Costa e Silva, também destaca que “O cérebro ainda é o único órgão do corpo humano que ainda não concluiu a evolução. O cérebro é um sistema em evolução que abriga a consciência e a autoconsciência. Esta vida psíquica consciente é que nos faz buscar o nosso papel dentro dele e nos colocar em sintonia com o movimento evolutivo”.

Dessa forma, o processo rápido de apreensão de informação seria nocivo ao raciocínio complexo?

O Google esta nos tornando idiotas?

Quem pergunta é Nicholas Carr em artigo da revista The Atlantic. Ele acredita que a forma de receber e processar conteúdos estão transformando o cérebro humano “em massa de panqueca”, plana e esticada por informações, mas sem nenhuma profundidade. Carr diz que a informação de forma rápida e fracionada é “ameaça potencial a redução da capacidade de concentração, reflexão e contemplação”.

Carr tem razão, mas só em parte, afirma o neurocientista Ivan Izquierdo. Ivan diz que podemos nos acostumar com respostas pré-digeridas na internet, mas também temos acesso aos sites de buscas de toda a bibliografia cientifica do mundo. Izquierdo conclui: “Nunca foi tão grande a possibilidade de acessar essa informação como agora. E privilegio de cada um ir a esses artigos completos e lê-los, ou não”.

Gary Small arrisca que “a tecnologia pode acelerar o processo de aprendizagem, o lado negativo e que há pessoas viciadas em internet estão colaborando com o aumento dramático do diagnostico de Déficit de Atenção”.
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Discussões a parte, toda informação adquirida é bem vinda. Aprender nunca é demais, mesmo que esse aprendizado seja diminuto.

É melhor saber pouco sobre determinado assunto, ou não saber nada sobre ele?