quarta-feira, dezembro 17, 2008

Solidariedade ou Hipocrisia?

Muito tenho visto nessas últimas semanas as pessoas se solidarizarem com as vítimas das fortes chuvas no Estado de Santa Catarina. Bato palmas pela boa vontade daqueles que ajudam quem tanto precisa, mas deixo meu protesto aos que praticam a bondade com um “toque” de hipocrisia, tentando se mostrar adequado.
Você deve estar se perguntando: “Que cara doido, falando mal de quem estende a mão em ajuda ao próximo”.
Não, não sou doido. Quem esta precisando de ajuda não se interessa pela má ou boa vontade de quem doa alimentos, roupas ou remédios. E nem deveria se preocupar com isso. Se alguém se dispôs a ajudá-lo, o mínimo que pode fazer é agradecer.
A minha crítica é para aquela pessoa que faz caridade e o altruísmo disfarçado, querendo aparecer para os vizinhos, para os amigos e para a sociedade como uma pessoa que se preocupa com o próximo. Mentira! Não se preocupa coisa nenhuma!
Muitos deles têm empregados dentro de casa recebendo “salário de fome” e tendo que comer a sobra do almoço. Muitos deles destratam e desviam seus olhares dos mendigos e pedintes. Muitos deles não respeitam as necessidades dos deficientes físicos ou mentais. Muitos deles jogam seus pais em asilos imundos e sem o mínimo de condições para cuidar dos seus ascendentes. Muitos deles usam trabalho escravo e mão de obra infantil em suas empresas.
Que eles continuem gastando seu farto dinheiro coagidos pela vergonha de não serem pessoas boas por natureza espiritual. Mas não espere que essas pessoas dividam o pão quando esse pão tornar-se sua única riqueza.
A solidariedade praticada pelo ser humano como um ritual, um hábito ou um dever, sempre terá seu lugar, porém, nunca terá o valor e a consistência dos atos de benevolência praticados por puro instinto e convicção.
Ajude sem esperar gratidão ou reconhecimento.

segunda-feira, dezembro 08, 2008

Ninguém cumpre a lei

Em 1831, o governo Regencial do Brasil, sob pressão dos ingleses, promulgou uma lei que declarava livre os escravos que aqui chegassem e punia os responsáveis pelo seu transporte. Lógico que ninguém ligou pra lei e a população logo indicou que as normas criadas eram “só pra inglês ver”.

O presidente da Associação Nacional dos Defensores Públicos, Fernando Calmon, em matéria da revista Visão Jurídica, afirma que a eficiência das nossas normas está ligada a uma questão sociológica. “A explicação para nossa situação está ligada a um esquema chamado preceito-sanção, que aprendemos desde pequenos. Para cada preceito, por exemplo, jogar lixo no chão, existe uma sanção, como ficar de castigo. Uma geração que não foi educada valorizando os preceitos só pode ser corrigida por meio de sanções. O problema maior é a falta de civilidade e o imenso individualismo da sociedade brasileira. O cidadão costuma pensar: enquanto não me atingir, não cumpro”.

Enquanto a educação não vem, é preciso cobrar. Um exemplo de que a fiscalização é fundamental para que as regras se concretizem, é a lei seca. O código de trânsito do país sempre proibiu que os motoristas dirigissem embriagados, mas só começou a gerar efeito quando as autoridades ajustaram à lei e colocaram os bafômetros e fiscais nas ruas. A dúvida agora é se é possível manter a estrutura de fiscalização, mas o mais importante é o que está sendo construído para o futuro, pois a geração que está “tirando” carta de motorista dará mais valor ao preceito de não beber e depois dirigir. Já as gerações mais antigas terão que ser educadas por meio das multas e perca do direito de dirigir.

A fiscalização ineficiente poderia ser superada com a educação do povo. Faça sua parte.

terça-feira, dezembro 02, 2008

Racismo

Veja o vídeo até o fim e confirme se você é um cara de pau.... ou não.